Estava escuro... tinha medo... mas fez-se luz, iluminava-me e a tudo o que me rodeava. Era eu, foi o que aconteceu quando me descobri a mim próprio!

domingo, maio 21, 2006

A nossa verdade começa nos outros!

De onde vem a nossa verdade?

A nossa verdade começa nos outros. A nossa verdade começa por se conceber de acordo com o local e cultura onde nascemos, é depois fortemente influenciada pela nossa educação. Os nossos valores e ideais são formados interiormente, mas com uma forte carga exógena, como aceitação ou resposta à realidade que nos envolve. Também ao longo da nossa vida, a nossa verdade vai-se moldando e alterando nalguns aspectos. Assim cada pessoa tem uma verdade própria fonte do ambiente, das experiências e convicções formadas.


A verdade “verdadeira”

Tal é salutar, no entanto, por vezes existem verdades pessoais contraditórias. Como podemos afirmar que a nossa verdade é mais certa, real e adequada do que a dos outros? Mais como podemos exigir que os outros se guiem pela nossa verdade?


A verdade histórica

Podemos afirmar que nalguns aspectos a nossa verdade se baseia em factos e na história. Então, mas sendo factos não deveria apenas existir uma versão? Porque foram os outros que os deturparam? Não serão muitas vezes os factos/história uma parcela da realidade e portanto uma verdade condicionada sem supremacia sobre as que afirmamos serem “inverdades”?


A evolução da verdade

No trajecto pessoal, vários são os motivos e ocasiões que nos fazem reflectir sobre aquilo em que acreditamos, questionarmo-nos sobre a nossa verdade, colocar em causa opções passadas, escolher verdades futuras. É um processo dinâmico e por vezes conflituoso, é necessário por isso entender que é um processo natural decorrente da evolução enquanto pessoa, e que as decisões são e foram baseadas no discernimento mais correcto ou possível em determinada altura, e que embora possamos não gostar/estar de acordo com o que fizemos no passado, se vivermos ensombrados por isso, estaremos a condenar e condicionar a verdade do presente e do futuro.

Mas vou mais longe, se a verdade se padece da fragilidade da mutabilidade e subjectividade, tendo a força incontestável das convicções, como ousamos julgar a vida dos outros pela nossa bitola?


Fidelidade aos nossos ideais

100% de acordo! Devemos manter os nossos ideais e convicções se nos servirem e não prejudicarem os outros, só não podemos é ser dogmáticos nem donos da verdade absoluta! Se é que ela existe…


P.S. Agradece-se a imagem a bastard_o

3 comentários:

bastard_o disse...

epá, q foto tão gira!!!! :D
mas a sério, estas "bebedeiras mentais" têm q se lhe diga...
mais a sério ainda, para encontrarmos a verdade, acho q temos aquilo que nos sobra de cada dia, a minha, nossa verdade, é o meu, nosso presente. poderá haver uma verdade universal, comum? :)

sendyourlove disse...

Sei que gosto sempre do que escreves, mas hoje GOSTEI.
Começo a achar que a verdade não existe, a absoluta...melhor dizendo, existe mas não será já mais vista como plena...
Ai os homens...anseiam a verdade de tal maneira que inventam verdades e não veem a verdadeira...

Funny disse...

"sobra..." vs. "criamos e descobrimos..."

Estou desejoso que nunca cheguemos a uma verdade universal completa, pois seria um estigma demasiado pesado pensarmos todos da mesma maneira. Seria bom porém chegar a um entendimento consensual e harmonioso nalguns aspectos chave da vida, bom talvez possamos designá-lo de verdade colectiva, desse ponto de vista sim, quanto às ditas "verdades pessoais" não.

Mas questionavas a possibilidade, não o desejo. Extremamente difícil, pelo menos nos próximos tempos, mas acredito que quando evoluirmos e acedermos ao conhecimento e aprofundarmos a nossa espiritualidade se abram as portas do entendimento entre nações e pessoas. Quanto tempo até lá? Sendo optimista, talvez algumas novidades em 15 anos, quanto a modificações mais globais 1 ou 2 gerações, isto claro se antes não tivermos reduzido a espécie humana à inexistência física.

E algumas (das verdades inventadas) pegam bem demais (infelizmente)!