Estava escuro... tinha medo... mas fez-se luz, iluminava-me e a tudo o que me rodeava. Era eu, foi o que aconteceu quando me descobri a mim próprio!

domingo, fevereiro 07, 2010

Quando a razão é uma pedra no sapato…

Há momentos na vida, em que tudo corre sem pedir licença, parece simultaneamente que estamos a voar, mas quando olhamos para o chão temos os pés bem assentes. Ficam as dúvidas de que fragmentos nos faltam, parece que há uma peça do puzzle que nos falta, mas quando olhamos com mais atenção para a imagem, o puzzle está completo. Serão saltos quânticos? Não sei, pois não sei o que são saltos quânticos, mas se o puzzle está completo e o vemos, porque é que necessitamos de saber e perceber profundamente a origem e o encaixe de todas as peças? Não é suficiente que estejam todas e encaixem na perfeição e sentir isso como resultado de um trabalho interior ou exterior, uma bênção, dádiva ou até de um salto quântico (seja isso o que for?).


A necessidade de processar mentalmente tudo, enquadrar num padrão de raciocínio estruturado e indiciar uma lógica plausível para tudo o que acontece na vida ou para programar a vida, é muitas vezes, a pedra no sapato que nos aleija a caminhar e não a solução que procuramos para o caminho.

2 comentários:

Ricardo disse...

Ainda há poucos dias em conversa, falei disso, por causa do que tinha lido num livro. A mensagem era basicamente assim, a maioria de nós não sabe ao pormenor como funciona um carro, os detalhes do motor etc, no entanto sabemos que ele nos leva do ponto A ao ponto B, confiamos nele e usamos-o normalmente, sem precisar de saber o porquê do seu funcionamento.
Eu percebo-te bem, também sou um bocado assim, acho que é bom fazermos as perguntas, questionarmo-nos sobre as coisas, mas não nos devemos perder na busca incessante da sua explicação "lógica" sob pena de não avançarmos.
Ou conseguimos perceber, ou temos uma percepção superficial (seja porque motivo seja) ou é algo que nos escapa mesmo.
A questão é que se sentimos e vemos os resultados de um qualquer "veículo", ainda que não percebamos o modo como ele funciona, devemos confiar não só nele como no processo, se nos for proveitoso.
E esse confiar pode ser substituído por fé quiçá, de que as coisas são exactamente como devem ser, talvez o conhecimento veja posteriormente ou talvez não seja de todo necessário.
Continua a seguir a luz, ou a levá-la ;) e tem fé.
Como alguém ainda ontem me disse, podemos mudar as nossas perspectivas e então a nossa consciência abre-se, no entanto se formos à raíz e expandirmos a nossa consciência a mudança de perspectivas vem naturalmente por acréscimo :)
Forte Abraço!

Nando disse...

Andam muito inspirados, andam, andam ... continuem assim que vão longe :)))