Estava escuro... tinha medo... mas fez-se luz, iluminava-me e a tudo o que me rodeava. Era eu, foi o que aconteceu quando me descobri a mim próprio!

terça-feira, maio 04, 2010

O que faço aqui sentado?



Olho para dentro e vejo ervas daninhas a crescerem e as flores a esconderem-se.
Perdem-se os pensamentos entre a certeza e a incerteza. As convicções desvanecem-se, o caos instala-se. O que ontem era uma profunda emoção, hoje é algo inerte, sem expressão ou sentido. A verdade torna-se em dúvida, a inteligência é substituída pela apatia intelectual, a entrega pela indiferença, a confiança por desmazelo.

O presente real transforma-se em sonho de outrora e é comido pela insensatez do passado que se projecta no futuro. As palavras aglomeram-se por baixo da língua, os projectos ganham pó na cabeça, a inércia domina o corpo, os sons perturbam o sossego, o caos instala-se.

A falta de discernimento evidente, dá origem a atitudes tresloucadas e serenamente perturbadoras.

O fim da linha chega apressadamente, acaba-se o tempo das experiências, morre a esperança de uma vida plena.

O comboio chegou ao seu destino: MEDO!

4 comentários:

Ricardo disse...

Pois é, muitas vezes acontece tal e qual como escreveste e parece um bocado sem sentido. Num momento estamos inspirados e confiantes e no outro receosos. Estamos tão habituados a ter medo, a tê-lo presente nas nossas vidas, que muitas vezes por qualquer coisinha lá volta ele outra vez.
Temos que mudar este paradigma!
O medo fica lá ao fundo e aparece 2 vezes por ano, porque nós sabemos que o universo não brinca com estas coisas é tão maravilhoso que não há como não ter confiança.
Convém é saber que se nos atirarmos da uma janela é provável que o universo deixe que a lei da gravidade funcione hehe

Luis Carlos disse...

David,

Então que é isso?

Que se passa?

A tua personalidade (http://pt.wikipedia.org/wiki/Persona_(teatro)) está de volta e a tentar dar cabo do teu ser.

Cuidado não é ter medo, nada de baralhar as coisas.

Todas as religiões, seitas, filosofias e outras coisas afins, tentam aniquilar o medo ou pior, tentam arrumar o medo nalgum canto escuro da nossa mente. Passamos então a tentar viver sem medo, mas o medo não pode ser eliminado desta nossa realidade relativa, onde nós fazemos a experiência de sermos algo que decidimos ser; o medo apesar de não ser real, é crucial a esta relatividade, foi o que nós criámos no início dos tempos.

Então sente o medo, quando decidires fazê-lo, sente mesmo muito medo, chora, grita, bate nas almofadas, depois quando sentires que não há mais medo a ser expelido, relaxa, pensa, decide e muda de rumo.

Então sentes o Amor a crescer naquele espaço da tua mente, onde antes havia Medo. Ele continua lá, mas mais pequeno, tu tens que ter sempre presente que ele existe, não o escondas, não tentes aniquilá-lo.

Até Jesus teve medo, e fez o que fez.

Um abraço,
Luís Carlos

P.S. - Sempre à distância de mail.

Funny disse...

Olá Luís Carlos, obrigado pela tua preocupação e conselhos :)

Permite-me ainda esclarecer que nem tudo o que escrevo no blog são reflexos do meu estado de alma. Não faço dele um diário nesse sentido, é antes um espaço de reflexão, debate e crescimento colectivo.

Este post foi bom porque permite a quem o ler e se identificar ou reconhecer este estado de espírito pode ler, mais 2 opiniões e conselhos sobre o tema (o teu comentário e o do Ricardo).

Obrigado.

1 abraço

Lu disse...

talvez estejas sentado a pensar.... por isso é que escreveste este texto! ;)